terça-feira, 15 de novembro de 2011

Laelia purpurata anellata 'D. Norma'

Esta é uma Laelia purpurata antiga encontrada na natureza nos anos 40, a qual pertenceu à D. Norma Dreher, orquidófila do Rio Grande do Sul e esposa de um grande orquidófilo de lá, Sr. Walter Dreher. A coleção do casal nos anos 40 e 50 chegou a ser uma das mais importantes do país. Mando abaixo uma foto tirada em 1966 da D. Norma Dreher (de preto, viúva) em meio as suas lindas purpuratas, na companhia do Sr. Luys de Mendonça e esposa, editor da revista Orquídea. O meu exemplar foi comprado de um sobrinho do Walter Dreher e é sempre a primeira purpurata a florir no orquidário. Essa é uma variedade ainda rara nas coleções, o que é uma pena, pois a flor é de uma delicadeza extrema. Através de fotos da exposição de Joinville pude notar, no entanto, que já estão fazendo com essa variedade bons melhoramentos e acredito que em alguns anos essas lindíssimas flores estarão chegando por aqui, São Paulo e Rio de Janeiro. Aproveitei e fiz um self da minha ontem, vamos ver se consigo uma boa sementeira. Quando esse anel que circunda a borda frontal do tubo do labelo é mais largo, chegando a invadir a frente ou "disco" do labelo, então a variedade é chamada de "argolão". Tenho aqui em botão uma purpurata clássica dessa variedade e assim que as flores estiverem na sua plenitude, as fotografarei e mostrarei as fotos aqui na lista para efeito de comparação. Este a no a floração não foi tão boa como nos anos anteriores. Uma Laelia purpurata da variedade anellata muito conhecida e com flores grandes, com boa armação é a 'Adams' e também existe um belo clone de nome 'Amandio'. Carlos.

 

 

 

Carlos Keller
Rio de Janeiro, RJ
carlosgkeller@terra.com.br

domingo, 13 de novembro de 2011

LAELIA LOBATA SEMI-ALBA

Laelia lobata semi-alba 'Maria Cristina'

Esta é uma divisão do único exemplar da variedade semi-alba de Laelia lobata que se conhece. Tanto mistério e tanta desinformação permearam a história dessa planta, que hoje ela é considerada uma lenda. Nada, no entanto, como boas fotos para se acabar com o mistério e transformar a lenda na mais pura realidade. O descobridor da Laelia lobata semi-alba 'Maria Cristina' foi o botânico, pesquisador e orquidófilo Francisco Miranda, morador do Rio de Janeiro, no bairro do Alto da Boa Vista, onde na época mantinha um orquidário comercial. Tempestades sempre deslocavam do alto da Pedra da Gávea touceiras de Laelia lobata dentre outras plantas e era o costume dos orquidófilos irem percorrer a base da pedra após fortes temporais em busca desses remanescentes. Essa planta foi encontrada por Francisco Miranda em uma visita que fez, acredito eu no início dos anos 80, à base da pedra, abaixo de um paredão conhecido por ele pela grande quantidade de plantas que dali rolavam com as ventanias.  Acompanhado de um amigo de nome Carlos Eduardo, ele coletou alguns exemplares soltos caídos no chão e entre eles veio esta linda semi-alba. Não sei dizer se a planta estava ou não florida naquele momento, mas se estivesse, a variedade poderia ter sido detectada mesmo com as flores danificadas. Certamente a planta floriu posteriormente no seu orquidário, confirmando a variedade, quando então recebeu o nome clonal de 'Maria Cristina' em homenagem à sua esposa. Existe outra versão sobre as circunstâncias da descoberta dessa semi-alba, onde dizem que ela foi avistada pelo Francisco Miranda e amigos toda florida, no alto de um penhasco de pedra nua, vegetando em uma pequena reentrância na pedra há cerca de 20 metros de altura. Para coletarem a touceira, um dos membros do grupo (Sr. Stein e não o irmão alpinista do Francisco, Carlos Alberto), desceu por uma corda desde uma árvore acima da planta em questão, com o objetivo de tentar subir com ela nos braços. Infelizmente durante o processo a touceira se desprendeu da pedra e caiu lá de cima com as folhas voltadas para baixo, quebrando quase todas. Na verdade essa estória aconteceu mesmo, mas não foi com a Laelia lobata semi-alba, mas sim com uma Laelia lobata cerúlea de excepcional coloração, a qual sobreviveu bem ao desastre. Como vocês podem ver, as estórias estão certas, só que com plantas diferentes. Quero lembrar aqui que esses fatos ocorreram há mais de 30 anos, quando não se tinha a consciência ecológica que se tem hoje, nem se tinha a grande oferta de orquídeas espécie vindas de cruzamentos e produzidas em laboratório como existe hoje. Com as plantas de alta qualidade em oferta atualmente no mercado, coletar orquídeas na natureza não tem mais sentido, mas naquela época isso era considerado uma prática normal. Hoje o Francisco Miranda vive nos Estados Unidos e acredito que a planta original com ele lá esteja. Uma vez que essa Laelia lobata nas mãos do Francisco se apresentou ser de crescimento muito lento (a minha também cresce apenas um pseudobulbo por ano), o Francisco optou por não dividir a touceira por medo de estressá-la demais no processo. Fez, no entanto, um self dela, mas constatou que a fertilidade das sementes foi muito baixa, gerando apenas poucos seedlings, sendo que a maioria deles morreu durante a passagem do frasco para o coletivo. Aparentemente restaram apenas onze seedlings já maiores, dos quais, cinco foram trocados com outros orquidófilos (talvez até nos EUA) e seis permaneceram no orquidário do Francisco Miranda na Flórida. A esposa do Francisco Miranda, Maria Cristina, informou em um e-mail enviado à um amigo nosso em comum, Paulo Márcio, em 13 de janeiro de 2006, que na época, dos seis exemplares dois já haviam florido, apresentando coloração idêntica à mãe. No Brasil, o primeiro orquidófilo a possuir uma divisão da planta original foi o Aldomar Sander, de Osório, RS. Ele adquiriu do Francisco Miranda uma rabeira dela na ocasião da exposição mundial de orquídeas que houve no Rio de Janeiro em 1996, mas não tenho certeza se essa Laelia lobata ali foi exposta. Ao que parece, a troca dessa rabeira foi feita por um lote de plantas, a maioria purpuratas e foi pouco divulgada, chegando-se a pensar que ao invés da rabeira da original o que se havia trocado foi um self dela, o que não é verdade. Os selfs vieram depois. Nas mãos verdes do Sander, a planta cresceu bem e entouceirou rapidamente, o que propiciou posteriormente que algumas divisões dela pudessem ser vendidas. Uma das divisões da planta do Sander é esta que vocês aqui vêem florida. Eu a adquiri do Emerson Hulmann, de Salto, SP, o qual a comprou do Sander. Outro orquidófilo possuidor de duas divisões da planta original é o nosso companheiro de lista, grande produtor, Carlos Gomes. Também com ele, é claro, as plantas prosperam bem e rápido e selfs dela já foram ali feitos com bons resultados, embora a fertilidade também tenha se apresentado baixa. Acredito que os exemplares semi-albos provenientes da autofecundação da planta mãe existentes no Brasil sejam provenientes ou do orquidário Carlos Gomes, ou do Sander, ou do Emerson Hulmann. Eu cheguei a fazer uma autofecundação dela em 2007 e quando tive a seguir uma boa floração em 2008 (premiada na exposição de Maricá, RJ), não me preocupei em repetir a autofecundação, pois as sementes já estavam no laboratório germinando com sucesso. Antes tivesse feito, pois posteriormente os seedlings foram destruídos junto com mais alguns meus e de outros orquidófilos em um triste acidente que aconteceu nesse laboratório. No ano passado eu não vi a floração desta Laelia lobata, pois estava viajando na ocasião, mas este ano, embora a floração tenha sido fraca, a planta bifurcou, de maneira que a floração ocorreu através de dois pseudobulbos, mas em semanas diferentes. Autofecundei duas flores da primeira floração e vou autofecundar as duas que vocês vêem aqui nestas fotos. Assim que as cápsulas incharem bem, escolherei qual irá ficar na planta e cotarei as demais para não estressá-la. Se for possível manterei duas cápsulas, uma em cada pseudobulbo, para enviá-las a dois diferentes laboratórios. Pretendo doar seedlings já grandinhos desse clone de Laelia lobata aos sócios da OrquidaRio, uma vez que esta é uma orquídea intimamente relacionada com a nossa associação. A primeira e por muito tempo a única foto da Laelia lobata semi-alba 'Maria Cristina' foi a que figurou na capa de um exemplar da nossa revista, a Orquidário, quando foi tirada há vinte anos atrás na mostra de orquídeas que aconteceu em uma de nossas reuniões. Segue a foto abaixo à esquerda. À direita está a foto da Laelia lobata semi-alba 'Maria Cristina' que figura no site http://mirandaorchids.com. Vocês podem ver que é a mesma foto que foi publicada na capa da revista, só que agora na forma integral, o que mostra a falta de documentação de imagem desse clone. Até

agora...

 

 

 

Em 11 de novembro de 2008, exatamente há 3 anos atrás, o Carlos Gomes publicou na lista Mundo Orquidófilo 3 fotos mostrando o excelente cultivo e floração de um dos dois exemplares da sua coleção. Clonar essa Laelia seria uma maneira de popularizá-la com rapidez, mas mesmo eu que sou um entusiasta da clonagem, concordo que essa semi-alba ainda não está pronta para ser eternizada numa clonagem. Ao se abrir, a flor desse exemplar semi-albo apresenta pétalas planas e excelente armação. Alguns dias depois, a flor começa a se enrolar e as pétalas dobram-se um pouco longitudinalmente para trás, prejudicando bastante a aparência da flor. Uma vez corrigido esse e alguns outros pequenos problemas em um dos seus descendentes, ele estará pronto para ser meristemado. Fiz questão após tantos anos de ostracismo, em levar um exemplar florido e apresentá-lo na nossa sociedade, colocando-o sobre a mesma mesa onde a planta original foi exposta e fotografada pela primeira vez há tantos anos atrás. Carlos.

 

Carlos Keller
Rio de Janeiro, RJ
carlosgkeller@terra.com.br

LAELIA PURPURATA STRIATA

Laelia purpurata striata ('Princesinha' x 'Milionária')

Este é um cruzamento clássico dentro da variedade striata ou estriata, feito inicialmente em 1985 e repetido inúmeras vezes desde então. A Laelia purpurata 'Milionária', a qual merece uma história à parte, foi descoberta em 1955 e permaneceu por 22 anos nas mãos de apenas 7 orquidófilos do sul do país. O cruzamento dela com a estriata 'Princesinha' foi o primeiro a popularizar essa lindíssima variedade. Em 1987 um novo cruzamento da 'Milionária', desta vez com a 'Esputinik', também teve uma ótima prole. Felizmente a variedade estriata agora está acessível à maioria dos orquidófilos. Carlos.

 

Carlos Keller
Rio de Janeiro, RJ
carlosgkeller@terra.com.br

CATASETUM PILEATUM

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Carlos Keller <carlosgkeller@terra.com.br>
Data: 10 de dezembro de 2009 02:19
Assunto: [Mundo Orquidófilo] CATASETUM PILEATUM
Para: MUNDO ORQUIDÓFILO <orquideas@yahoogrupos.com.br>

 

Catasetum pileatum ('Imperiale' x 'Oro Verde')

Este Catasetum de flores grandes é um cruzamento feito pelo Orquidário Bela Vista, de Assis, SP. Os dois clones matrizes são cada um de uma diferente variedade de Catasetum pileatum, cuja variedade tipo possui flores brancas, confundindo muita gente que pensa que é a variedade alba. O Catasetum pileatum 'Imperiale' é da variedade imperialis, cujas flores muito grandes possuem o interior do labelo cor de vinho. O Catasetum pileatum 'Oro Verde' possui flores verde maçã com o interior do labelo amarelo ouro. O meu que aqui está fotografado possui um pouco de cada um dos pais. O labelo é arroxeado como no imperialis e as sépalas e pétalas são amarelo esverdeadas como no 'Oro Verde'. Este ano esta floração foi um pouco inferior à do ano passado, pois a planta está precisando de replante, mas um segundo cacho está por vir do outro lado da planta. O vinho do interior do labelo desta vez ficou mais tênue e fragmentado, mas não menos belo. As flores são lindas e perecem feitas de porcelana. Carlos.

 

Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
carlosgkeller@terra.com.br

CATTLEYA HARRISONIANA



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Carlos Keller <carlosgkeller@terra.com.br>
Data: 16 de dezembro de 2009 04:20
Assunto: [Mundo Orquidófilo] CATTLEYA HARRISONIANA
Para: MUNDO ORQUIDÓFILO <orquideas@yahoogrupos.com.br>


 

Cattleya harrisoniana coerulea 'Desejo'
Cattleya harrisoniana suavíssima 'Gelo Fino'
 
Mando duas Cattleya harrisoniana de variedades diferentes. Agora é época delas por aqui. Depois envio uma que possui flores gigantes. Carlos.
 
Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
carlosgkeller@terra.com.br

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EPC. SIAM JADE



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Carlos Keller <carlosgkeller@terra.com.br>
Data: 26 de dezembro de 2009 02:57
Assunto: [Mundo Orquidófilo] EPC. SIAM JADE
Para: MUNDO ORQUIDÓFILO <orquideas@yahoogrupos.com.br>


 

Epc. Siam Jade 'Avo'

As imagens deste híbrido que eu vi na Internet mostram uma flor ainda mais bela do que esta aqui fotografada. Um labelo espalmado e redondo, com um pouco de amarelo na altura da ponta da coluna e um forte flameado verde no centro das pétalas, tornam este híbrido algo muito especial. Não sei se o meu clone está identificado erradamente ou se a minha floração ainda terá que melhorar, mas mesmo assim o que se vê já é algo muito agradável. Existe uma dúvida sobre a sua genealogia, para a qual eu não consegui solução por mais que eu pesquisasse. 50% do "sangue" deste híbrido é de Cattleya guttata. Será que essa Cattleya guttata era tipo ou era albina? Este é um cruzamento entre Cattleya Penny Kuroda e Epicattleya Vienna Woods, registrado pelo Yen Orchids da Tailândia em 1986. O Epidendrum responsável pelo cruzamento, neste caso é a atual Euchile mariae, também chamada até recentemente de Encyclia mariae. Para quem não conhece, essa é uma flor com sépalas e pétalas verde maçã e labelo do mais puro branco. Talvez seja daí que venha a coloração deste híbrido. Tanto a Cattleya Penny Kuroda quanto a Epicattleya Vienna Woods possuem 50% de Cattleya guttata. Alguns clones premiados da Epc. Siam Jade possuem um pincelado cor de magenta nas pétalas, enquanto outros possuem magenta no labelo. Essa é uma pista de que a Cattleya guttata do clone de C. Penny Kuroda usado na hibridação era mesmo tipo. Já a Cattleya guttata usada para se criar a Epc. Vienna Woods, provavelmente deve ter sido uma albina. Faz mais sentido. As orquídeas espécie que participam da genealogia deste híbrido são: Cattleya guttata (50%), Epidendrum (Euchile) mariae (25%), Cattleya gaskelliana (7.42%), Cattleya mossiae (6.64%) e com 3 a 4% as cattleyas trianaei, labiata e lueddemanniana. A planta é bifoliada, com pseudobulbos com cerca de um palmo e meio de altura e as flores, que regulam em tamanho com as de uma Cattleya intermedia, ficam expostas bem acima da folhagem. Carlos.

 

Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
carlosgkeller@terra.com.br

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CATTLEYA INTERMEDIA



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Carlos Keller <carlosgkeller@terra.com.br>
Data: 30 de dezembro de 2009 02:42
Assunto: [Mundo Orquidófilo] CATTLEYA INTERMEDIA
Para: MUNDO ORQUIDÓFILO <orquideas@yahoogrupos.com.br>



Cattleya intermedia flammea
Esta é a segunda floração da Cattleya intermedia que eu comprei florida em setembro do Orquidário Paulista, cuja origem é um cruzamento feito pelo Orquidário Oriental. Dessa vez a flor abriu mais escura, com mais cor e com melhor forma. O tamanho também é maior. A flor é bem grande. Carlos.
 
Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
carlosgkeller@terra.com.br